A Nanger Dama Mhorr é uma subspécie de gazela do velho-mundo,pertencente à família Bovidae. Historicamente distribuída pelo Saara Ocidental e regiões áridas do norte da África, hoje encontra-se praticamente extinta em estado selvagem, sobrevivendo apenas em programas de conservação e reintrodução. É considerada uma das antílopes mais ameaçadas do mundo.

Aparência A Nanger dama mhorr é uma gazela de porte médio, com corpo esguio e adaptado às condições áridas do Saara. Sua pelagem é clara, variando entre o branco-creme e o bege, com manchas castanhas-avermelhadas que se concentram no dorso, pescoço e parte superior das pernas. Essa coloração cria um contraste marcante, funcionando como camuflagem em ambientes desérticos.

Cabeça e pescoço: O pescoço é relativamente longo e fino, com uma faixa avermelhada característica que se estende até os ombros. A cabeça é estreita, com olhos grandes e escuros, adaptados para vigiar predadores em campo aberto. Chifres: Apenas os machos apresentam chifres bem desenvolvidos, finos e ligeiramente curvados para trás, podendo atingir até 30–40 cm de comprimento. Corpo: O tronco é leve e alongado, com membros finos e ágeis, permitindo deslocamentos rápidos em terrenos arenosos. Cauda: Curta, com ponta escura, usada para comunicação visual dentro do grupo. Dimensões: Altura média de 90–100 cm na cernelha e peso entre 35 e 75 kg, dependendo do sexo e da idade.

Distribuição e habitat Historicamente, essa subespécie ocorria em regiões desérticas e semiáridas do Saara Ocidental e das áreas adjacentes do norte da África. As gazelas-mhorr preferem planícies planas com vegetação rala, onde podem se deslocar em grandes áreas em busca de alimento e água.

Conservação Status IUCN: Criticamente Ameaçada (CR). População: Menos de 250 indivíduos da espécie Nanger dama sobrevivem na natureza; cerca de 1000 estão em cativeiro, incluindo a subespécie mhorr. Ameaças: Caça excessiva, perda de habitat e fragmentação populacional. Medidas de conservação: Programas de reprodução em cativeiro na Espanha (Parque Nacional de Doñana), França e Emirados Árabes Unidos. Projetos de reintrodução em reservas africanas. Cooperação internacional entre zoológicos e centros de pesquisa para preservar a diversidade genética.