A Estação Ferroviária de São José, também chamada Estação Férrea de São José, é um conjunto de edificações da Rede Ferroviária S.A., no município de Além Paraíba, em Minas Gerais. Foi valorado como patrimônio ferroviário pelo IPHAN e como patrimônio edificado pela Prefeitura Municipal.
História Era o ponto inicial da Estrada de Ferro Leopoldina, e possuía acoplado um conjunto formado por ampla rotunda, escritórios, galpões, casas de operários e serraria. Por conta da necessidade de funcionários especializados para a manutenção das locomotivas e estradas, organizou-se no município uma qualificada escola de chefes e operários, que foram amplamente absorvidos pelas estações ferroviárias presentes em Além Paraíba. A estação São José em si é uma edificação de pequeno porte, mas o complexo ferroviária construído a sua volta é de grandes dimensões. A estação de São José do Além Paraíba foi inuagurada em 1874, primeira da Linha do Centro, instalada nas proximidades da Estação de Porto Novo do Cunha (2km de distância), que era da Estrada de Ferro Central do Brasil. Atualmente, abriga Museu Ferroviário, onde se encontram objetos e mobiliário tombado em nívem municipal: Gaveteiro de Desenho, Apito da Chapeira, Tacômetro, Telégrafo, Lanterna, Cadeado, Caixa de Gabarito, Dilatador de Tubos, Sino da Estação, Telefone de Parede, Relógio Oito, Relógio Tagus Redondo, Relógio Silco Redondo, Aparelho de Pesar Manômetro, Mesa de Desenho, Placa de Bronze de 1928, Placa de Bronze 327, 3 Manômetros, e Caixa de Gabaritos de Aparelho de Óleo.
A Estrada de Ferro Leopoldina A estação foi um dos marcos iniciais da Estrada de Ferro Leopoldina, cuja origem está no trecho aberto a partir de 1874 entre Porto Novo do Cunha e a cidade de Ubá. O primeiro segmento ligou Porto Novo a Volta Grande em 1874; no ano seguinte os trilhos alcançaram Santa Izabel e, em 1879, chegaram a Ubá, passando por Cataguases, com um ramal para a cidade de Leopoldina, que deu nome à ferrovia. Com a aquisição de outras estradas e sucessivos prolongamentos, a Leopoldina chegou a constituir uma das maiores malhas ferroviárias do país, estendendo-se pelo estado do Rio de Janeiro — inclusive a então capital federal — e até Vitória, no Espírito Santo. Sua linha-mestra, a Linha do Centro, partia da cidade do Rio de Janeiro, e em Ubá conectava-se à linha que seguia em direção a Três Rios e Caratinga. A expansão da Leopoldina foi decisiva para a integração econômica da Zona da Mata e do sudeste de Minas ao restante da região Sudeste.
Declínio e preservação A estação de São José foi inaugurada em 8 de outubro de 1874, a cerca de 140 metros de altitude, na Linha do Centro. Em 1975, a Estrada de Ferro Leopoldina foi incorporada à Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e boa parte de sua malha foi desativada nas décadas seguintes; os trens de passageiros que serviam a região deixaram de circular ainda nos anos 1970, restando, na Linha do Centro, o tráfego de cargas concentrado essencialmente no trecho entre Cataguases e Porto Novo. Desativada para o transporte, a estação foi convertida em museu ferroviário, passando a preservar o acervo e a memória da ferrovia na região de Além Paraíba; o museu encontra-se em funcionamento desde meados da década de 2010.
Patrimônio e memória ferroviária Além Paraíba consolidou-se como importante entroncamento ferroviário do sudeste mineiro, abrigando diversas estações e um contingente de trabalhadores especializados na manutenção de locomotivas e vias férreas, articulados em torno do amplo complexo de oficinas, rotunda e vila operária da estação. A relevância da ferrovia para a formação social e econômica do município tornou-se tema de pesquisas acadêmicas sobre memória social e patrimônio ferroviário. Nesse contexto, a preservação da Estação de São José e de seu acervo museológico é compreendida como forma de manter viva a identidade ferroviária local e a história do trabalho nas oficinas, hoje objeto de ações de educação patrimonial e de turismo cultural.
Referências