Quase três em cada dez brasileiros nunca permitiriam que um agente de IA fizesse uma compra sem supervisão . É o que mostra um estudo da PYMNTS Intelligence feito em colaboração com a Visa Acceptance Solutions, apresentado nesta terça-feira (15). A pesquisa “Global Digital Shopping Index 2026: Brazil Playbook – The New Brazilian Shopper” mostra até onde o brasileiro está disposto a dar autonomia aos agentes ao fazer uma compra e quais condições aumentam essa abertura. Segundo o levantamento, 32% dos brasileiros jamais dariam abertura completa para a solução . Já nos Estados Unidos , 44% dos consumidores nunca dariam permissão para compras sem supervisão. Regras e controle influenciam aceitação A resistência a delegar toda a decisão a um sistema não impede, porém, uma abertura condicionada à automação . Entre os participantes, 28% afirmaram que aceitariam melhor compras automáticas se pudessem cancelar a transação em até 24 horas . Enquanto isso, 25% dos entrevistados condicionaram a queda de preços abaixo de um limite previamente definido. Entre outros fatores apontados, estão a possibilidade de devolução gratuita , surgimento de uma oferta significativamente melhor e a reposição de um item difícil de encontrar . A cautela também aparece no compartilhamento de dados . Segundo a pesquisa da Visa, 47% dos brasileiros preferem autorizar caso a caso o acesso de agentes a informações de compra. O mesmo percentual diz adotar essa postura com dados de pagamento. Enquanto isso, apenas 11% dos entrevistados aceitariam acesso irrestrito às informações de pagamento . “À medida que a tecnologia se aproxima da decisão e do pagamento, ganham importância mecanismos que permitam ao consumidor definir limites, autorizar o uso de seus dados e manter a possibilidade de revisar ou cancelar uma compra ”, observa Carvalho.






